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É FORMADA A MESA LATINO-AMERICANA DO PVC

Por Alexandre de Castro

Há exatamente um ano, de 15 a 18 de abril de 2024, os principais representantes mundiais da cadeia de valor do PVC se reuniram na Escócia, para participar do PVC 2024, evento realizado desde os anos 1970 pela Associação Europeia da Indústria do PVC (European Council of Vinyl Manufacturers – ECVM) e que aborda grandes eixos temáticos como aditivos, mercados, polimerização, assuntos regulatórios, estratégia e economia circular, para citar os principais.

Definitivamente esta – a 15ª edição deste evento – foi a de maior expressividade internacional. Ainda assim, a percepção de que a toada mundial ainda é fortemente tocada pela Europa ficou bastante proeminente. Exemplo disso foi a ampla discussão do tema regulatório, com apresentações e debates acalorados com membros da Comissão Europeia (European Comission) e da Associação Europeia de Plásticos (Plastics Europe), que demandou uma defesa do ECVM /Vinyl Plus, entidade que desde os anos 2000 assumiu o compromisso de buscar a evolução dos indicadores de sustentabilidade da indústria. As discussões sobre sustentabilidade, novas tecnologias de reciclagem e economia circular também ganharam evidência entre os debates sobre as tendências para os próximos anos.

Ficou claro que, nos próximos três anos, até que seja realizado o próximo encontro, a tendência é que o mercado europeu endureça as regras de entrada de produtos e, para lidar com essa realidade, a América Latina precisa ter uma voz única e fortalecida em busca de competitividade para o PVC e de sua cadeia de valor (produtos voltados à construção, infraestrutura, saneamento, arquitetura, saúde, agronegócio, setor automotivo e outros).

Nesse sentido, em abril deste ano foi lançada a Mesa Latino-Americana do PVC – Vinila, que tem, entre os objetivos, o compartilhamento e disseminação das boas práticas no uso do PVC no que tange à sustentabilidade, segurança e eficiência; a colaboração entre associações membros para abordar desafios comuns e globais relacionados ao PVC; a conscientização pública sobre as vantagens, benefícios e oportunidades associadas ao PVC.

A Vinila reunirá esforços dos países do bloco latino-americano no sentido de promover inovação, as boas práticas de fabricação e aplicação do PVC, além de iniciativas voltadas à Economia Circular, a partir de esforços conjuntos de coleta e compartilhamento de informações, estudos e pesquisas sobre PVC e seu impacto na sociedade e no meio ambiente.

Além do Instituto Brasileiro do PVC (IBPVC), fazem parte a Asociación Argentina del PVC (AAPVC), a Asociación Gremial de Industriales del Plástico de Chile (ASIPLA), a Asociación Ecuatoriana de Plásticos (ASEPLAS), o Grupo PROVINILO de la Asociación Nacional de Plásticos (ANIQ) de México, a Asociación Peruana de la Industria del Plástico (APIPLAST) e a Asociación Colombiana de Industrias Plásticas (ACOPLÁSTICOS).

No contexto atual de foco crescente em sustentabilidade e proteção ambiental, é crucial que as organizações envolvidas na gestão do PVC colaborem efetivamente para promover seu uso responsável e seguro e estamos convencidos de que a criação da Vinila pode trazer benefícios significativos para toda a cadeia produtiva do PVC da América Latina no contexto global.

Alexandre de Castro é presidente do Instituto Brasileiro do PVC (IBPVC), representante legítimo dos assuntos referentes a essa cadeia de valor.