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RECICLADORAS FORTALECEM AVANÇO DA LOGÍSTICA REVERSA E GARANTEM 95% DE RECICLABILIDADE DAS EMBALAGENS DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS NO BRASIL

O Brasil segue como referência mundial em logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, mantendo índices de desempenho que o colocam entre os países mais eficientes no reaproveitamento desses materiais. No centro desse resultado estão as recicladoras, responsáveis por transformar o plástico pós-consumo em novos produtos e garantir que cerca de 95% das embalagens recebidas pelo Sistema Campo Limpo tenham um destino ambientalmente correto. Essa taxa evidencia a maturidade técnica, a organização do fluxo operacional e o comprometimento dos agentes envolvidos em uma cadeia que gera benefícios ambientais, sociais e econômicos.

O processo começa na devolução das embalagens pelos agricultores, passa por inspeção e segue para a destinação adequada. Nas recicladoras, o ciclo se renova, o plástico pós-consumo é convertido em insumos utilizados na construção civil, eletrificação, transporte, aplicações agrícolas e até mesmo na fabricação de novas embalagens de defensivos agrícolas, sempre seguindo critérios rigorosos de homologação. Essa capacidade de transformação reduz a dependência de matéria-prima virgem, amplia a circularidade e fortalece cadeias produtivas conectadas ao agronegócio brasileiro.

O Sistema Campo Limpo conta hoje com 10 recicladoras parceiras, que têm papel fundamental no alto índice de eficiência. Apenas em 2024, foram recicladas 61.954 toneladas de embalagens vazias, resultado diretamente ligado à atuação dessas unidades. A variedade de aplicações também impulsiona o desempenho: já são 38 artefatos homologados, como tubos de esgoto utilizados na construção civil, cruzetas para postes de energia e postes de sinalização para o setor de transportes, todos produzidos com resina pós-consumo proveniente das embalagens devolvidas.

Atualmente, 100% das embalagens primárias plásticas rígidas, lavadas ou não, são recicladas dentro do Sistema Campo Limpo. A tríplice lavagem garante a qualidade e a segurança necessárias para que a resina reciclada seja convertida em dutos, eletrodutos corrugados e outros produtos. Entre as recicladoras parceiras, iniciativas de melhoria contínua reforçam esse compromisso. A Plastibras, por exemplo, opera com reuso total da água industrial graças a uma Estação de Tratamento de Efluentes equipada com tecnologia moderna e monitoramento permanente.

Os impactos socioeconômicos também são expressivos. A presença das recicladoras em diferentes regiões do país gera empregos diretos e indiretos, movimenta serviços de transporte e contribui para o desenvolvimento local. A expansão dessas operações confirma que a logística reversa, além de ambientalmente estratégica, tornou-se um vetor econômico relevante para o Brasil. Para Adilson Valera Ruiz, diretor executivo da Plastibras, a reciclagem é uma das peças centrais da evolução vivida pelo campo nas últimas décadas. Ele lembra que o cenário atual é incomparável ao período anterior ao Sistema Campo Limpo. “Antes do Sistema, era comum ver embalagens sendo queimadas ou enterradas no interior. Hoje, esse material se tornou matéria-prima valiosa para toda uma cadeia industrial”, afirma.

Adilson reforça ainda que a reciclagem fortalece a percepção internacional de sustentabilidade da agricultura brasileira. “O uso de defensivos é técnico e responsável. O Sistema Campo Limpo fecha esse ciclo ao garantir que as embalagens retornem e sejam reaproveitadas, gerando benefícios ambientais e econômicos reais”, explica. Para ele, a assinatura do Sistema, Por um destino melhor, expressa o compromisso diário de todos os envolvidos: “Sustentabilidade está nas atitudes do dia a dia. Reaproveitar, gerar produtos, evitar impactos e criar benefícios é o que realmente contribui para um destino melhor”. Com indicadores sólidos, ampliação da capacidade instalada e reciclagem em larga escala, o Sistema Campo Limpo consolida sua posição como referência mundial, atuando em um fluxo que alia responsabilidade ambiental, competitividade e inovação para o agronegócio brasileiro.