Dirigente, que também é diretora da Nova Tiv, concedeu entrevista exclusiva à Revista Plástico Sul
A ADIRPLAST (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) inicia um novo capítulo em sua história com Cecilia Vero como presidente, marcando a primeira vez que uma mulher e uma representante do segmento de filmes biorientados lidera a entidade. Em exclusiva, Cecilia destacou a relevância deste momento: “Assumir essa posição é um reflexo de como a entidade e o setor de plásticos estão avançando na discussão de igualdade e entendendo as várias facetas desse mercado tão amplo. Sinto-me honrada e motivada para contribuir com um novo olhar.”
Cecilia Vero é de São Bernardo do Campo, São Paulo, e se formou em Publicidade e Propaganda na FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado – sendo uma das universidades mais prestigiadas do Brasil. Nos dias atuais ela é uma mãe dedicada e diretora executiva da Nova Tiv, assumindo agora também a presidência da ADIRPLAST. Cecilia Vero vem se dedicando profissionalmente na área industrial do plástico e fazendo um trabalho exemplar na sua gestão atual, chegando na ADIRPLAST com representatividade feminina nesse setor de filmes biorientados e com grande comprometimento no papel que desenvolverá me sua liderança na empresa.
LEIA NA ÍNTEGRA A ENTREVISTA EXCLUSIVA COM CECILIA VERO:
REVISTA PLÁSTICO SUL: Como você se sente ao assumir a presidência da ADIRPLAST, sendo a primeira mulher e representante do segmento de filmes biorientados a liderar a entidade?
Cecilia Vero: É um momento marcante para mim e para a história da ADIRPLAST. Assumir essa posição como a primeira mulher presidente e primeira representante do setor de filmes biorientados é um reflexo de como a entidade e o setor de plásticos estão avançando não apenas na discussão de igualdade, mas também a entender as várias facetas que compõem esse mercado tão amplo que é o de distribuição de Filmes Biorientados. Como profissional, sinto-me honrada por essa oportunidade e motivada para contribuir com um novo olhar, unindo esforços para enfrentar os desafios do setor e promover mudanças que consolidem um futuro mais sustentável e inovador para toda a cadeia do plástico.
RPS: A ADIRPLAST tem como uma das prioridades a questão tributária. Quais ações serão tomadas para resolver as distorções e promover a formalidade no setor?
Cecilia: A questão tributária é central em nossa agenda. Vamos intensificar nosso diálogo com autoridades para ajustar as políticas que hoje geram distorções e fomentam a informalidade no setor de varejo. Pretendemos combater práticas ilegais, como a comercialização fraudulenta de resinas da Zona Franca de Manaus, e trabalhar para criar um ambiente de negócios mais equilibrado e competitivo. A formalidade beneficia a todos, promovendo transparência e crescimento sustentável. Ainda é cedo para apontar as estratégias que serão tomadas, já que ainda não assumi oficialmente e que ainda vamos reunir os associados para discutir esse e outros assuntos, mas ter demarcado os pontos que devem ser trabalhados por nós durante essa nova gestão é um importante ponto de partida para esse trabalho.
RPS: A sustentabilidade é um foco importante da nova gestão. Quais ações serão tomadas para divulgar os benefícios dos plásticos e a sua contribuição à economia circular?
Cecilia: Nossa prioridade será reforçar a mensagem de que o plástico, quando utilizado de forma consciente e dentro dos princípios da economia circular, é um aliado na sustentabilidade. Nossa meta é continuar com as campanhas educativas e de comunicação para esclarecer a sociedade sobre os benefícios do plástico, como sua reutilização, reciclabilidade e contribuição na redução de desperdícios. Além disso, vamos apoiar iniciativas que promovam a reciclagem e a transformação digital nas operações das empresas associadas, ampliando o compromisso com práticas mais sustentáveis.
RPS: Em relação à comercialização fraudulenta de resinas, como a ADIRPLAST pretende combater essas práticas no mercado?
Cecilia: Estamos comprometidos em atuar firmemente contra essas práticas, que prejudicam o mercado formal e a competitividade das empresas que seguem a legislação. Além de denunciar irregularidades às autoridades competentes. A ideia é fortalecer nossa participação em decisões governamentais para criar mecanismos mais eficazes de fiscalização e penalização. Esse esforço conjunto com nossos associados e parceiros ajudará a coibir práticas ilícitas e fortalecer o setor.
RPS: Quais outros os desafios que você enxerga para o segmento de distribuição de resinas nos próximos anos e como pretende enfrentá-los?
Cecilia: Além das questões tributárias e da sustentabilidade, enfrentamos desafios relacionados à evolução tecnológica, inteligência de mercado e globalização. Nossa tarefa como entidade é incentivar nossos associados a investir na transformação digital de suas empresas associadas, garantindo assim que estejam preparadas para competir em um mercado cada vez mais dinâmico. Também vejo como essencial fortalecer a governança e o profissionalismo na gestão das nossas operações, promovendo práticas inovadoras que assegurem o crescimento do setor.
RPS: Como você pretende fortalecer a representatividade da ADIRPLAST na cadeia do plástico e aumentar sua presença no mercado?
Cecilia: Planejamos ampliar nosso alcance por meio de parcerias estratégicas com entidades do setor e aumentar nossa visibilidade nas discussões que envolvem a cadeia do plástico. Vamos intensificar a presença em fóruns, eventos e debates, destacando a relevância do papel dos distribuidores. Além disso, o trabalho conjunto com os associados será essencial para demonstrar a força e a importância da nossa entidade na busca por soluções para os desafios do mercado.
RPS: Quais são as suas expectativas para o futuro da associação e para o crescimento do setor de distribuição de plásticos no Brasil?
Cecilia: Minha expectativa é que a ADIRPLAST continue sendo uma referência de inovação, sustentabilidade e governança no setor de distribuição de plásticos. Espero ver a entidade liderando ações que fortaleçam o mercado formal e promovam um ambiente de negócios mais competitivo e sustentável. O crescimento do setor virá de investimentos em tecnologia, educação e práticas sustentáveis que assegurem a longevidade da indústria no Brasil.
RPS: Como a participação de mulheres na gestão da ADIRPLAST influencia as decisões e a abordagem da associação frente aos desafios do mercado plástico?
Cecilia: A presença de quase 50% de mulheres na gestão da ADIRPLAST traz diversidade de perspectivas, algo crucial em um setor tão dinâmico e desafiador como o nosso. A abordagem colaborativa e inovadora das mulheres reflete em decisões mais equilibradas e estratégicas, permitindo que enfrentemos os desafios com maior sensibilidade às questões sociais, ambientais e econômicas. Isso fortalece nossa posição como uma entidade que valoriza a inclusão e o impacto positivo no mercado.
A NOVA GESTÃO:
Para o novo grupo gestor Laercio Gonçalves, CEO do Grupo activas, atual presidente, assumirá a vice-presidência da entidade. James Tavares, da SM Resinas, ocupará o cargo de Secretário, Wilson Cataldi, da Piramidal, será o Tesoureiro e Claudia Savioli da Polymark, Marcelo Prando, da Replas, Ricardo Mason, da Fortymil, Cristina Lucatelli, da Entec do Brasil e Jair Lopes, da Compostos do Brasil como Diretores. O Conselho Fiscal será liderado por Daniela Guerini, da Mais Polímeros, ao lado de Patrícia Cortz, da Papion. Ficando como conselheiros por fim, João Rodrigues, da Thathi e Silvia da Silva da Premix.